Esse texto nasceu na tentativa de responder uma questão levanta lá no formspring pelo meu brother Bruno do Atravessamentos.
"Certa vez um homem, dos tempos em que Israel era governada por reis, queria saber o que fazer para encontrar a felicidade com Deus, ele foi a um sacerdote e perguntou: - como faço pra agradar a Deus?
O sacerdote respondeu: - vá sempre ao Templo, entregue o dízimo, ofereça um cordeiro sem mácula em sacrifício e será feliz.
Insatisfeito com a resposta o homem foi procurar um profeta e lhe fez a mesma pergunta e recebeu a seguinte resposta: - dê auxílio ao pobre, a viúva, ao órfão e ao estrangeiro e assim agradará a Deus.
Ainda insatisfeito foi procurar um sábio perguntou: - como faço pra encontrar a Deus e ser feliz?
O sábio disse: - vai come teu pão, bebe teu vinho e goza os prazeres da vida com a mulher que ama.
Aquele homem voltou triste pra sua casa pois nenhuam resposta foi satisfatória pra ele."
A pergunta existencial-filosófica sobre como encontrar a Deus tem tantas respostas quanto pessoas no mundo. Alguns dirão que o caminho é a piedade (como o sacerdote), outros que é a justiça social (como o profeta) e outros que é simplesmente viver a vida (como o sábio). Todos os três estão corretos mas suas respostas são incompletas pro si só como aqueles cinco cegos que apalpavam o elefante.
A piedade por si só gera catarse extática e alienação, a justiça por si só é engajamento vazio e infundado, e a cotidianidade é fútil, ilusória e, como diz o autor de Eclesiastes, pura vaidade.
Dentro de uma perspectiva cristã a resposta para o divino é Cristo encarnado, morto e ressuscitado. Mas em uma perspectiva ecumênica e globalizante a resposta é o amor, como já dizia Leon Tolstói: "Onde existe amor, Deus aí está".
Portantoonde há amor acontecem práticas piedosas senão a fé cristã torna-se apenas um novo gnosticismo; acontece justiça senão ela é apenas um devir, uma realidade além túmulo; e acontece a cotidianidade senão a fé é apenas efêmera sem sentido.
Nenhuam dessas propostas podem levar a Deus, são apenas tentativas e riscos porque nossa teologia smepre é penúltima, nunca definitiva. Resta-nos lançarmo-nos nesse Misteryum Absconditus e silenciarmos.
4 comentários:
Valeu pela propaganda. Acho que era uma pergunta sem resposta, ou quase isso. Sem dúvida o texto é um pontapé inicial que abre espaço para refletir, ponderar, incomodar, enfim...pra pensar.
Abraço.
Ps: Vou pensar em outra pra te presentear...rs
Achei muito bom esse texto. Bela escrita tenente Koppe!
Abcs
Tenente??? Coronel??? Manou... isso sim, po cara, tu escreve bem, para de usar control+c e control+v... belo texto...mas só pra t lembrar....MEU LIVRO!!!!
Olha seu blog é bem interessante.Os escritos então nos
fazem refletir no que é essencial.
Deixo a dica do meu livro Circo-
um olhar poético.
Waleska Frota-Fortaleza-Ce.
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